25.4.08

Vejam só

Certa vez escrevi aqui um post falando bastante mal do construtivismo. Fui então tachado, pelos nossos educadores liberais, de ridículo, reacionário - hummm, por que será? - e desinformado. O fato de que o glorioso Piaget tenha alterado os números de suas provas empíricas e a questão da utilização do método fônico pelos países que ocupam os primeiros lugares nas provas internacionais de educação sequer foram comentados. O que interessa, como diria Demerval Saviani - e é só isso o que ele sabe dizer - é que se você não não se utiliza dos métodos cabeça da universidade brasileira você estará reproduzindo, na educação, a lógica do sistema capitalista. É isso mesmo: transformaram a nossa educação em questão política.


Despolitizando a coisa e fornecendo novos dados aos fatos, vejamos o acontecimento narrado abaixo, sobre uma experiência feita no Rio Grande do Sul - retirado de um blog sobre educação:

O estado escolheu aleatoriamente 677 turmas de primeira série em 536 escolas, que receberiam quatro tipos de intervenção na sua metodologia de alfabetização: um grupo seria instruído através do método construtivista, a cargo do GEEMPA, outro pelo método fônico, do Instituto Alfa e Beto, o terceiro através da metodologia do Instituto Ayrton Senna e um quarto grupo serviria de controle, recebendo a instrução convencional do estado.

A primeira notícia relevante é de que os três métodos de instrução melhoraram o aprendizado das crianças. O grupo de controle teve uma média de 54 pontos, contra 68 do Alfa e Beto e 63 do IAS e GEEMPA.

A segunda, como se pode depreender dos dados acima, é que o método fônico desenvolvido pelo Instituto Alfa e Beto teve o melhor desempenho. A diferença de performance se deu em todos os níveis. 74,5% dos alunos deste método ficaram acima de um resultado de 40 pontos (o limite do nível "insatisfatório"), contra 68,7% do IAS e 68,2% do GEEMPA. Mais surpreendentemente, 43% obtiveram performance acima de 90 pontos ("muito bom"), comparado a 36% do IAS e 32% do GEEMPA.

Essa diferença de pontuação é particularmente surpreendente porque, apesar da natureza bem controlada e sofisticada do experimento, os três métodos não se desenvolveram em igualdade de condições: conforme o relatado no artigo de janeiro, há uma forte preferência por parte de professores, orientadores pedagógicos e diretores de escolas pelo método construtivista, e forte resistência ao método fônico.


É isso aí pessoal. Apesar de execrado pelos nossos pedagogos revolucionários, o método fônico deu um baile nos outros, e melhor, no outro. Notem que o construtivista, com todo o seu aparato político-pedagógico-muderrrno, ficou em último lugar.

Entretanto, para que mudar? Para que buscar o óbvio? Mas é claro que nós temos que continuar tentando as nossas malabarices educacionais: o que fará a legião de pedagogos, psicólogos e educadores, suas pesquisas e encontros, se a verdade vier à tona? Jogarão seus trabalhos e empregos no lixo? Não se pode desarticular a coisa assim, é uma óbvia questão econômica. E no mais, nossos alunos não podem melhorar, estar entre os melhores, estar na frente: assim reproduziríamos a lógica capitalista, não é?

E viva a nossa patetada progressista!!!

16.4.08

Paris, a cidade... pinto!

O fato - Eu não sei se alguém já percebeu tamanha obviedade. É provável que sim. Acontece que hoje eu, Fabiano Sdrongs a percebi, e quero, e tenho que compartilhar este achado que praticamente se compara a qualquer novo axioma da física quântica que venha a aparecer. Vamos lá: vocês perceberam o fato de que, para que uma cidade tenha um mínimo de importância, é imprescindível que ela possua um poderoso e funcional símbolo fálico, ou seja, um bom pinto?

As provas - Andem por qualquer lugar do mundo e perguntem a qualquer indivíduo, do japonês que dissipa seu transtorno obsessivo tirando fotos - ah, vocês não tinham percebido isso ainda? - ao indiano que lavou a cueca no Ganges e vocês terão, quase que invariavelmente, três nomes em comum: Paris, New York e Rio de Janeiro.
Agora então se perguntem: mas por que não São Paulo, Roma, ou Viena, por exemplo?

A resposta? É isso mesmo pessoas: três eficientíssimos paus estabelecem a diferença!!!

Vejamos Paris. Pensem, reconstruam mentalmente, com calma, a Torre Eiffel. Há órgão com aparência mais eficiente do que a Torre Eiffel? A base aberta, o tronco longo, a ponta cirúrgica: quase uma fecundação precoce. Junte a isso a narração das suas amigas sobre a emoção de ver a Torre: é batata. Ao ouvir narrações masculinas sobre as tais viagens à Europa é comum que apareçam: ah, o interior da Itália é incomparável! Ah, a Espanha! Oh, a Grécia! Já quando se trata de mulheres: a Torre Eiffel, Paris, a Torre Eiffel, Paris, a Torre Eiffel... e levantam os braços com a voz já afônica iniciando a peregrinação ao órgão.

Já a Estátua da Liberdade é um pouco diferente e por isso menos famosa: é baixinha e gordinha, o que faz com que agrade apenas alguns tipos de mulheres - o que, obviamente, explica a sua não unanimidade. Mas vejam uma coisa: lá na ponta, no final, algo chama a atenção. Notem a posição absolutamente ereta do braço: alguém segurando uma tocha levanta o braço daquele jeito? E o que é aquilo - uma chama ou espermatozóides em fuga? Hein? Hein?

O Rio de Janeiro, que é coisa nossa, quase que se resume ao Cristo. Ele faz parte do imaginário mundial. Até eu, quando cheguei ao Rio pela primeira vez, quase chorei ao ver aquela figura imponente e que nos persegue por onde quer que vamos. É o pai, literalmente. Lembro-me daquele filme do Woody Allen em que a mãe o persegue a todo mundo momento, espelhada no céu. Pois então: quem não está acostumado à imagem do Cristo, e quem está também!, sofre - ele é o Édipo, a castração perseguidora. Como o carioca tem que conviver com aquilo, faz logo todas merdas para mostrar quem é que manda. Para matar de vez o pai. Sim, é isso mesmo. Os problemas do Rio se resolverão tão logo se tire o Cristo de lá. Sem mais perseguições, sem mais figura masculina a superar, todo mundo poderá ser livre e ter menos enfrentamentos com o pai/ órgão sexual paterno posto em cima daquela pedra, o que significa, em miúdos, menos merdas. Enquanto isso não acontece, além das questões cariocas, o mundo inteiro quer ir até lá ver o pinto franco-brasileiro. Praticamente um Olivier Anquier pelado pronto para dar um mergulho na lagoa Rodrigo de Freitas.

Outras cidades tentam ou tentaram ter os seus long dongs: o Big Ben de Londres é um caso, a torre de Pisa em plena brochidão é outro, além de Brasília, que é o mais novo esforço nacional. Sim, Brasília! E o que é o Congresso Nacional senão um pinto com as bolas devidamente postadas? Uma, inclusive, em ascensão. E vocês sabem o que significam bolas em ascensão, não?

Pois é meus caros: para que a cidade seja devidamente respeitada é necessária a existência do símbolo mór do poder, da força, da autoridade. Pobre Campinas, com a sua torre do Castelo tão antiguinha. Mas vejam a UNICAMP: a UNICAMP tem o pinto do Zeferino - grandão e central.

Vocês sabem por que a UNICAMP é talvez a principal universidade do país?...

14.4.08

Psicanálise e neurociência

Da Folha de hoje:

As decisões atribuídas ao livre arbítrio humano podem ser formadas inconscientemente vários segundos antes de o cérebro tomar consciência delas. Essa é a conclusão defendida por um estudo publicado ontem pela revista "Nature Neuroscience". O trabalho se baseou em um experimento no qual voluntários tiveram seus cérebros monitorados por ressonância magnética.

No teste, elaborado por cientistas do Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências Cerebrais, de Leipzig (Alemanha), pessoas tinham de decidir livremente por apertar um de dois botões em um controle. Ao mesmo tempo ficavam olhando uma seqüência de letras projetada numa tela, que não deveria influir na decisão. Os voluntários tinham apenas de dizer que letra estavam observando quando finalmente decidiam qual botão apertar.

Comparando o momento em que as pessoas se diziam conscientes de suas decisões com padrões de atividade cerebral registrados no aparelho de ressonância magnética, os cientistas tiraram sua conclusão.

"Descobrimos que o resultado de uma decisão pode ser codificado como atividade cerebral nos córtices pré-frontal e parietal [regiões na superfície do cérebro] até dez segundos antes de entrarem na consciência", escrevem os autores do estudo, liderado por John-Dylan Haynes. "A impressão de que podemos escolher livremente entre duas possíveis linhas de ação é essencial para nossa vida mental. Contudo, é possível que essa experiência subjetiva de liberdade não seja mais do que uma ilusão e nossas ações sejam iniciadas por processos mentais inconscientes bem antes de tomarmos consciência de nossa intenção de agir."

About me

É umas das coisas que eu quero fazer no doutorado. Ou isso - psicanálise e neurociência - ou entender até que ponto o freudismo é um niilismo. Vamos ver o que virá...

5.4.08

Eles são uma graça...

Do blog do Reinaldo:

Os jornalistas Ziraldo e Jaguar foram contemplados ontem com mais de R$ 1 milhão em indenizações pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pelos alegados prejuízos que sofreram com a perseguição política durante o regime militar. O julgamento dos processos foi realizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio, juntamente com os de outros 18 jornalistas. "Aos que estão criticando, falando em bolsa-ditadura, estou me lixando. Esses críticos não tiveram a coragem de botar o dedo na ferida, enquanto eu não deixei de fazer minhas charges. Enquanto nós criticávamos o governo militar, eles tomavam cafezinho com Golbery", afirmou Ziraldo.
Entre os beneficiados também estava o jornalista Ricardo de Moraes Monteiro, chefe da assessoria de comunicação do Ministério da Fazenda, que receberá R$ 590 mil. Preso e torturado durante a ditadura, Monteiro alegou ter perdido o vínculo com a empresa onde atuava como jornalista por causa da perseguição política. "Sou de família comunista, meu pai foi preso em 1974. Meu irmão foi preso comigo em 1975 e depois se suicidou. Essa dor não vai ser reparada. Orgulho-me do que fiz. Quero homenagear os jornalistas que lutaram contra a ditadura", afirmou.
Já Ziraldo, escritor e chargista de sucesso, e o cartunista Jaguar, trabalhavam no Pasquim quando o semanário sofreu forte repressão por ser considerado ofensivo pela ditadura. Os dois receberão pensão mensal de cerca de R$ 4 mil. Jaguar e Ziraldo receberão ainda R$ 1.000.253,24. O montante, que será pago em parcelas, é retroativo a 1990, antes da criação da Comissão de Anistia, em 2001, porque os jornalistas já haviam feito o pedido, por meio da ABI, ao Ministério do Trabalho em 1990.

Voltei
Vergonha não se dá, não se empresta. Ou se tem ou não se tem. Quando o público queria saber do Pasquim, o jornal de que Ziraldo e Jaguar, na prática, eram donos, eles ficaram ricos. Mesmo combatendo a ditadura. Alguns da turma, confessadamente, “beberam” todo a grana. Outros, como Ziraldo, souberam guardar e estão montados na bufunfa até hoje. Mais do que isso: a quem soube administrar a carreira, a ditadura, objetivamente, fez mais bem do que mal. De novo, é o caso de Ziraldo. Mesmo algumas de suas notórias tolices sempre foram embaladas por sua fama de “homem que resistiu à ditadura”.

Quem expulsou Ziraldo do jornalismo não foi a ditadura, não. Foi o seu humor datado, o seu apego à cultura “da broa de milho”. No governo Sarney, foi presidente da Funarte. A idéia mais original que teve foi apoiar bandinhas de música do interior. Tentou recriar o Pasquim, mas sua graça, pautada pelo caipirismo do antigo Partidão e do brizolismo, já tinha sido superada pela turma do Casseta & Planeta, por exemplo. Afinal, os "novos" haviam percebido que também a esquerda era caricata.

Mais tarde, com uma sutileza, digamos, muito particular, Ziraldo criou a revista Bundas. É a chamada piada com a bunda, literalmente, de fora: queria ser, assim, uma crítica mordaz à sociedade de Caras. De novo, não foi socorrido pelos leitores. Mas continuou a escrever livros para crianças. Deve ser uma dos autores que mais recebem direitos autorais no país ainda hoje. Jaguar, também beneficiado, ficou menos em evidência. Mas, confessadamente, nunca deixou que o trabalho interferisse na sua disposição para se divertir.

Por que estes senhores estão sendo indenizados? Porque a tal Comissão se transformou num grupo de fidalgos para atender aos interesses de uma patota. Vejam lá o caso de outro agraciado, Ricardo de Moraes Monteiro, chefe da assessoria de comunicação do Ministério da Fazenda. Levou R$ 590 mil: “Sou de família comunista, meu pai foi preso em 1974. Meu irmão foi preso comigo em 1975 e depois se suicidou. Essa dor não vai ser reparada. Orgulho-me do que fiz. Quero homenagear os jornalistas que lutaram contra a ditadura". Viram só? Ele tem a convicção, mas nós pagamos a conta. Quer homenagear os jornalistas, é? Então doe o dinheiro para alguma instituição que cuide de crianças pobres.

Esse troço é acintoso. Morreram, durante a ditadura, incluindo aqueles que recorreram às armas, 424 pessoas. Fidel Castro, ídolo da maioria, já fiz a conta, foi 2.600 vezes mais assassino, se considerarmos os mortos por 100 mil. O certo seria não ter morrido ninguém. Mas acreditem: já foram beneficiados por indenizações ou pensões mais de 12 mil pessoas. Ainda há 30 mil solicitações para análise. Virou uma indústria.

O país gasta, em pensões, com o bolsa-ditadura — em alguns casos, bolsa-terrorismo — R$ 28 milhões por mês (incluindo os quase R$ 5 mil que, acintosamente, recebe o Apedeuta). Em indenizações, já foram torrados uns R$ 3 bilhões.

Ontem, vocês viram, houve a passeata da mamata, com a presença de Tarso Genro. Boa parte dos que defendiam uma ditadura comunista no Brasil, derrotada, resolveu assaltar os cofres públicos. Parece que só mudaram de método, não de disposição. Aquela turma chegou ao poder. Nao assassina mais pessoas, mas reputações. Com dossiês. Embora, claro, sejam todos eles cheios de uma particular moralidade.

Essa gente é um nojo!

29.3.08

MAGIC TO DO

O ano era o de 1983. Em um apartamento, no 13o andar de um antigo prédio da rua José Paulino, a nata do teatro campinense se encontrava quase que diariamente.

Naquele mesmo espaço onde eu havia visto e ouvido pela primeira vez Thriller - um choque -, aquelas pessoas diferentes, iluminadas, com suas roupas coloridas e justas, suas polainas e malhas, chegavam falando alto, gargalhando, gesticulando horrores - é claro que havia uns quietos também: estes eram mais charmosos, pareciam sempre esconder algo, quase me causavam medo -.

Discutiam textos, passos, iluminação. Eu era só um pirralho que ficava calado num canto - o que eu saberia depois ser à minha moda - admirando aquilo tudo, entendendo pouco, muito pouco, mas me deliciando muito com o clima. Ah, que nostalgia irritante daquele clima...

Em um destes encontros - para mim inesquecíveis - uma coisa de outro planeta pousou na sala daquele velho apartamento: um aparelho divido em duas peças, no qual se colocava uma fita e se podia ver um filme a qualquer momento. Um espanto!!!

No dia seguinte ao pouso alienígena as pessoas começaram a aparecer com uma freqüência maior do que em qualquer outro momento: tinham que entender e copiar as letras e as músicas, marcar as coreografias, anotar os textos. O que se via na TV era um negro talentoso demais e um loiro com cabelos cacheados. O que se via na TV era Pippin.

Minha memória havia guardado em um lugar raso o clima e as pessoas, mas tinha colocado Pippin em algum lugar mais profundo. Pois bem: hoje ele me reapareceu, e eu procurei coisas no Youtube. E melhor: encontrei. E fantástico: ao mesmo tempo em que a canção de abertura se trilhava algo se abria em minha memória, nota a nota, compasso a compasso - a canção estava lá, praticamente intacta. E como eu aproveitei este momento! E como eu fiquei encantado com isso!

Uma mágica refeita 25 anos depois.

P.S - Eu quero remontar Pippin!
A canção é esta aí embaixo...
O que mais a dizer?

Join us........ Leave your fields to flower
Join us........ Leave your cheese to sour
Join us........ Come and waste an hour or two
Journey....... Journey to a spot ex-
citing, mystic and exotic
Journey........ Through our anecdotic revue

We've got magic to do........ Just for you
We've got miracle plays to play
We've got parts to perform.... Hearts to warm
Kings and things to take by storm
As we go along our way

Veja o texto acima!!!

Eu voltei, voltei para ficar... porque aqui, aqui...

Vamos às coisas destes útimos tempos.

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Vocês perceberam que a eleição presidencial nos Estados Unidos está se estruturando da mesma forma que a última que tivemos por aqui?

Sim, porque enquanto aqueles que tinham a faca a o queijo na mão lutam para saber quem mandarão para as eleições trazendo um enorme desgaste ao candidato (Serra e Alckmim aqui - Hilary e Obama lá), o partido das falcatruas (PT aqui, republicanos lá - por mais hilário que isso possa parecer) ganha pontos com seu candidato fazendo propaganda eleitoral há muito e sem a perda que pode ser trazida pelos debates antecipados (Lula aqui - McCain lá - eu sei, McCain não será reeleito, mas é situação).

Isto significa que a série "Como se perder uma eleição ganha" terá um novo capítulo, agora nas terras do norte. Querem apostar quanto?

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João inspirado na manhã de quarta-feira. Acorda e vai fazer uma experiência sobre a terra do quintal. Muito erudito, conclui e informa à minha mãe que o solo ali é argiloso e não arenoso, o que favorece o plantio de café, por exemplo.

Mais tarde, do nada, pergunta: Vovó, quanto você ganha por festa?
Minha mãe responde e ele: Nossa, é muito pouco. Pede um aumento. De 35%, por exemplo.
Vó Lúcia diz que não pois acha difícil que aumentem tanto sua parte.
Então vem João: Vó, entra de greve.

Analisando friamente os fatos acima concluo com tristeza que: OK, tenho uma sementinha do MST em casa. Justo eu, um reaça, tenho um projeto de comuna que é sangue do meu sangue!!!

Mas a partir de segunda tudo vai mudar - fora com os livros da terceira série. Vamos ler os dois tijolos de "A riqueza das nações" e depois, sei lá, um "Sobre a liberdade", do Mill. Quero ver se a coisa muda ou não muda.

P.S - Já fui ver se não há qualquer peça com cara do Che escondida. Não. As cuecas continuam com o Batman, o Superman e o Naruto estampadas na parte da frente.

28.3.08

Angel - Jimi Hendrix

Angel came down
From heaven yesterday,
Stayed with me just long enough
To rescue me....

And she told me a story yesterday;
About the sweet love between the moon and the deep blue sea.

Then she spread her wings high over me.
She said: I'll come back again to see you tomorrow....

13.3.08

Um interessante de Elio Gaspari

Daqui a oito dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, deixou seu carro numa garagem da avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. (Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era.)
Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída. O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada.
A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Luís de Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada. Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente teria havido o AI-5.
O caso de Lovecchio tem outra dimensão. Passados 40 anos, ele recebe da Viúva uma pensão especial de R$ 571 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o gênero coitadinho, é bom registrar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor e imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho.
A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$ 1.627 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$ 400 mil de pagamentos atrasados.
Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis, participou de quatro assaltos, três atentados a bomba e uma execução. Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa. Tudo isso antes do AI-5.
Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, seqüestrado em São Paulo. Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a repressão política. Por isso foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia iria enorme distância. O que ele queria era outra ditadura. Andou por Cuba, Chile, China e Coréia do Norte. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o "Diógenes do PT". Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.
Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que re- vê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte, está adormecido na Câmara.)
Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo. Afinal, os terroristas também sonham.

8.3.08

Sobre o amor e suas possíveis variações

Esse objeto transcedental chamado "vida amorosa" é sem dúvida uma das facetas desta atordoante vida que nos causam maior difculdade. Lidar com o outro é algo muito difícil, encontrar um outro é uma missão ingrata, encontrar e conseguir continuar se encontrando, pior ainda.

Por conta disso, a fim de resolver minhas questões sentimentais, criei um subterfúrgio indefectível: me apaixonei por uma moça do Orkut e me dei o direito de fantasiar sobre o assunto.

Ou seja: já nos conhecemos em um encontro ímpar, já namoramos, já nos casamos e agora estamos no segundo filho. Ela é linda, perfeita, genial, me ouve, me ajuda, está sempre de bom humor, me faz massagens, discute política e ética, adora João Cabral, psicanálise, me dá banho, me deixa dar banho, me deixa fazer massagens, está sempre bem disposta sexualmente falando e não sexualmente também, além de gostar como eu de fazer coisas estranhas madrugada afora.

Oh C..., Oh C..., onde mais encontrarei alguém como você?

Temos uma relação dos sonhos. Somos o casal mais perfeito do mundo. Para resumir a coisa toda, basta que eu diga que já lhe escrevi 53 poemas de amor.

Na semana passada peguei um ônibus para a UNICAMP. Sentei-me lá na frente. Quando estava próximo ao meu destino, passei pela roleta e fui para trás. Ao olhar para o fundo da bumba, notei que ela estava lá - os mesmos olhos claros que eu havia visto nas fotos (cor da parte de dentro da uva, sabe, aquele verde de dentro da uva?), as sardas, o cabelo castanho, tudo era igual, só que agora com alguns adicionais: ela tinha voz, ela tinha movimentos, ela tinha até três dimensões.

Gelei. E se ela soubesse de tudo? E se ela descobrisse a nossa história? Estaria tudo acabado?

Ela não percebeu. Nem se deu conta da minha existência. Desceu na faculdade de educação onde faz mestrado (segundo o Orkut), e sequer olhou para trás. Senti-me aliviado e suspirei: não era possível que tudo terminasse assim, de uma maneira tão abrupta, inesperada. Algumas estórias de amor são para sempre - e esse é o nosso caso.

Desci do ônibus, duas paradas depois, extremamente feliz, aos saltos. Quem sabe um terceiro filho numa casinha branca e ensolarada? Há como a vida ser melhor conosco? Acho que não...

Somos o casal mais perfeito do mundo e ninguém precisa saber disso, e ninguém sabe disso, inclusive ela, a minha deusa que tem os olhos da cor da parte de dentro da uva (vocês sabem né, aquela parte de dentro, esverdeada, que a gente engole...?).

2.3.08

Contra a fenomenologia e o existencialismo, um pouco de Camus

SRA. VIGNE (distraída) - Quais são, senhor Vigne, as ridículas superstições que diz abandonar?
SR. VIGNE - A religião, minha mulher.
SRA. VIGNE - Ah, é! (sobressaltando-se) Então é a religião?
SR. VIGNE - Sim, minha mulher, tenho o prazer de lhe informar que até o presente momento vivemos na ignorância e no erro. Agora, ao contrário, acabo de aprender a verdade: que não há verdade superior e que não existe mesmo verdade alguma, que tudo é acaso, que pode haver fumaça sem fogo e que, enfim, tudo é nada vezes nada.
SRA. VIGNE - Ufa, se não sou eu quem está ouvindo errado, é você que está ensandecido. E, no lugar de dissertar como um arcebispo, seria melhor tomar conta de seu pequeno caixeiro, que está a um passo de explodir após ter se entupido com seus bombons de marshmallow.
SR. VIGNE - Isso vai lhe ensinar, minha mulher. É totalmente indiferente que ele coma marshmallows, que exploda ou que não exploda.
SRA. VIGNE - Agora entendi! É mais um de seus ataques de mau humor. Você terá febre de noite e vai tomar um purgante amanhã, como de hábito.
SR. VIGNE - Pare de ser vulgar, senhora, e não atribua ao mau humor aquilo que advém do puro e nobre conhecimento.
SRA. VIGNE - Eis, com efeito, uma nova ciência, que o levará longe. Bem, seja como quiser, e, já que nada serve para nada, você não vai jantar hoje, ao passo que eu continuarei a chafurdar na ignorância e no erro enquanto como sozinha aquele gordo pernil que Deus -sim, Deus, ele mesmo- nos enviou nessa manhã.
SR. VIGNE - Acontece, minha querida, que você não é um "ser-aí" e por isso é necessário que eu jante bem ainda que nada faça sentido.
SRA. VIGNE - Isso está ficando divertido, meu tresloucado marido, e terei prazer se me explicar essa nova maravilha.
SR. VIGNE - Quer dizer, eu... Enfim, é pelo seu bem que eu devo jantar.
SRA. VIGNE - Pelo meu bem?
SR. VIGNE - Sem dúvida, pois... (ele hesita, depois fala rápido, como um iluminado) ...A partir daquilo que acabo de aprender, eu não sou nada sem você e devo me tornar aquilo que sou ajudando-a a ser aquilo que você é, donde se conclui que, sendo aquilo que sou, devo fazer aquilo que você faz e que, sendo aquilo que você é, você deve me deixar fazer aquilo que é preciso fazer para que você e eu sejamos aquilo que nós somos. Eis a razão pela qual eu devo jantar. Está claro?
SRA. VIGNE - Tão claro que vou agora mesmo ao hospício pedir socorro urgente.

Carlos Santana - Song of the Wind

Porque esta merece ser ouvida...

23.2.08

Foi sem ter ido

Fidel Castro, apesar do que pregam Chico Buarque, Luís F. Veríssimo e toda a massa vermelha, não passou de um assassino.

É só conferir os dados. Estima-se que cerca de 19.000 pessoas tenham sido executadas pelo regime desde a sua falsesca instituição. Querem tornar os números mais assim, como diremos, nacionalizados, para entender melhor a coisa? Uma regra de três e: se tomássemos a população brasileira atual como parâmetro, assim como também a cubana, teríamos então 310.000 assassinatos acaso o regime tivesse aportado em terras verde-amarelas.

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A nossa terrível ditadura, que tantos males ainda causam ao país - considerando também os seriados de TV -, deixou no máximo 430 mortes, o que já é um absurdo. E se fossem 310K?

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Sabemos que Fidel deu o golpe no golpe. Teve apoio popular para derrubar a ditadura de direita e, tão logo chegou ao poder, anunciou a sua, de esquerda. Numa comparação bizarra: alguém que venda um fogão e entregue outro é chamado de quê?

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Um grande amigo me perguntou desde quando eu havia me tornado tucano. Respondi que eu não sou tucano, e que na verdade eu gosto é de lógica, e que sei que não há lado bom ou mal na história. Natureza humana é natureza humana, e ponto. Acontece é que a chamada esquerda exagera na dose non-sense. Ela não beira o ridículo: ela o ultrapassa, e com sobras. Leiam este texto do Mino Carta, editorial da Carta Capital desta semana:

E que a chamada esquerda exagera um pouco. Vivemos em outro mundo, conquanto tenha decorrido apenas meio século. E Fidel abandona oficialmente seu posto de ditador vitalício antes que a vida acabe. Nos bastidores será ainda a voz mais alta. De Hitler a Stalin, de Mussolini a Mao, de Franco a Fidel, todos eles, e outros mais, poderiam dizer “o Estado sou eu”. Como Luís XIV. Mesmo ditaduras nascidas de revoluções populares e orientadas à esquerda tornam-se de certa forma de direita, pela economia dirigida pela burocracia estatal e a repressão feroz das idéias e dos espíritos contrários.

A ditadura verde-amarela, invocada em bloco pelos senhores da mídia nativa, os mesmos que já a chamaram de revolução e hoje falam impunemente, tartufescamente, de “anos de chumbo”, nasceu à direita e ali ficou, sem renunciar a qualquer uma das armas usadas pelas demais. Foi, de todo modo, medíocre nos conteúdos e daninha nos resultados, ao contrário de Fidel, personagem histórica imponente, uma das maiores do século passado.


Em dois parágrafos o homem disse o seguinte: que ditaduras de esquerda são, na verdade, no que diz respeito às suas coisas ruins, ditaduras de direita. Entenderam? Não é maravilhoso? O primeiro princípio da lógica, o da não contradição, aquele que diz que A = A, já está portanto desrespeitado. Parece papo de maluco. Mas não ligue ainda!!!

A seguir ele diz que a ditadura de direita brasileira foi péssima, rdícula, mas que aquela que Fidel instituiu - a que é de esquerda mas é de direita - deixará profundas marcas na história. Alguém entendeu alguma coisa? Ah, aqui ele disse que A # A e B # B.

O segundo parágrafo só se salva acaso ele queira falar sobre as marcas de destruição castristas, cujo aos pés sequer chegaram a nossa bondosa ditadurinha. Não, acho que não.

Bem, enfim: passei a semana tentando mostrar aos meus aluninhos que ditadura é ditadura, mas como eles têm uma aula de filosofia na semana e 8 de história e geografia, a coisa fica difícil. Os mais, vamos dizer assim, matemáticos, pescaram na hora. Os outros ficaram com a pulga atrás da orelha.

Quem poderá nos salvar???!!!

17.2.08

Tá chovendo pedra!!!

Ontem choveu granizo. E granizo me lembra Dona Elza, a avó que me colocava sobre a mesa antes do almoço pra fritar bifes de fígado que segundo ela me tornariam mais forte. A avó que que me colocava sobre a mesa durante a tarde pra fazer bolinhos de chuva em formato de charutos, aqueles que tinham um sabor diferente e os quais nunca mais vou voltar a comer na minha vida. A avó que fazia jarros e jarros de suco de laranja.

Dona Elza foi-se cedo. Acho que com 63 anos. A reincidência de um tumor a levou. Da primeira vez que ficou doente passei meses na cama ao seu lado. Da segunda, tinha tanto medo que ela se fosse que não conseguia vê-la. Arrependo-me por isso.

Dona Elza foi a pessoa mais importante da minha infância. Filha de um português e de uma espanhola, tinha o carisma de um e a força do outro. Era viva, inteligente, irônica, engraçada, esplendorosa e linda. Fazia amigos como quem troca de meias. Ainda sou parado nas ruas por quem, como eu, sente saudades dela.

Sempre que chovia granizo, corríamos pra porta da cozinha pra pegar algumas pedras. Segundo ela, gelo celeste faz bem à pele. Passávamos aquilo no rosto, morríamos de rir, e voltávamos pra sala.

Fazemos isso até hoje, só que agora com o João junto. Devo acreditar que a coisa funciona. Quando ela morreu parecia ter 40 anos, ou 35. Não se encontrava uma ruga no rosto risonho.

Da última vez que a vi, algumas horas antes de ir, num quarto de hospital, com sede e sem poder se alimentar, disse que quando sairia dali tomaria um balde de laranjada e enfiaria um sorvete na testa pra que ele escorresse até a boca. Não deu.

Entretanto, toda vez que chove granizo passamos umas pedras no rosto e ela insiste em colocar umas na boca. Digo a ela que faz mal. Dona Elza não liga, ela é teimosa, e voltamos pra sala, agora os três, rindo à toa.

9.2.08

Me ferrei...

Não deu certo pessoal, não deu certo.

Foi só eu pedir um emprego no IG que contrataram outra pessoa e abriram um novo blog no portal. De quem? Felipe Belisário Wermus.

Vocês sabem quem é o sujeito? Não? É que ele tem dois nomes. Não preciso dizer sobre o grau de confiabilidade que se pode ter por uma pessoa que se utiliza de dois nomes. Não preciso dizer o que ele faz, vejam com seus próprios olhos.

Aliás... mudei de idéia, vou dizer: ele fica puxando o saco de um político que é seu parente, garantindo assim mais dinheirinho para as despesas domésticas.

Só não revelo o nome correto. Este vocês terão que descobrir.

O que mais me importa agora é que estou triste e desempregado.
Não deu certo pessoal, não deu certo.

4.2.08

Arrumando emprego

Tudo bem que eu seja reaça, e que por conta disso jamais consiga arrumar emprego em um lugar vermelho. Já até tentei, mas fui despachado com um inexplicável óbvio pé na bunda. Havia duas vagas, e no final do processo seletivo estavam brigando pra saber quem ia trabalhar comigo. Devo acreditar que perderam o meu telefone? rsrsrs

Mas, porém, entretanto, gostaria aqui de me oferecer para ocupar o lugar do Paulo Henrique Amorim no IG. A capacidade que este sujeito tem de dizer bobagens e fazer análises absurdas há muito tem passado dos limites. Não serve mais sequer como piada. E quando não serve mais nem pra piada, a coisa é enterrar.

Caso dos cartões corporativos. Não interessava ao senhor Amorim a questão do desvio do dinheiro, a questão ética. Hummm, este é um sinal. Um sinal antigo, claro. Isto significa que ele não é reaça como eu, que acreditaa na liberdade individual e na economia de mercado. Na cabeça do senhor Amorim, assim como na dos seus, o dinheiro faz parte de uma divisão social que só através deste tipo de desvio pode ser eqüânime. O dinheiro, como é de todo mundo, é meu também. E principalmente meu, aliás. Como diz muito bem nosso amigo: eles são os burgueses do capital alheio.

Bem, já que por seus princípios ele não pode falar sério, vamos então pra piada. Segungo o homem do IG, a questão dos cartões seria mais uma crise levantada com o propósito de derrubar Lula. É bom que se diga, aliás, que para PH tudo o que acontece no mundo tem este propósito: a borboleta voa pra derrubar o Lula, a chuva cai pra derrubar o Lula, o pernilongo pica pra derrubar o Lula. O pior é que já existe gente repetindo isso a torto e a direito. Saravá meu pai!!! Chuta que é macumba!!! Um paranóico dá, uma nação paranóica acho difícil suportar...

É claro que a coisa não era crise armada, e que as pessoas envolvidas no assunto tinham que responder pelo tal. E o que se fez? O óbvio, o que estava na cara desde o princípio, mas PHA não imaginava que pudesse ocorrer: jogaram o boi magro para as piranhas a fim de que o resto da boiada passasse incólume. E assim se foi a ministra da "alguma coisa" negra. Todo o resto da turma se comportou como se "não fosse comigo", e o ministro Orlando Silva devolveu o dinheiro da tapioca, como se isto justificasse todo o dinheiro gasto em restaurantes chiques de São Paulo em dias de agenda livre. E isto como exemplo.

Coisas mais vêm aparecendo. Será o que PHA vai tirar as bobagens que escreveu de seu site? Acho que não: pra ele tudo continua sendo obra do tal PIG, uma entidade que descreve um mundo que não existe. A realidade, segundo ele, é só o que se passa na sua cabeça. O que se deve fazer então? Tentar com que outras pessoas comecem a acreditar em seu mundo. Se Hitler conseguiu, né? Só falta ao PH dar conta antes de um milagre econômico...

Olha o problema aí: já pensaram se ele resolve se candidatar à presidência?

Salvem o mundo, e me ponham no lugar do PHA.

3.2.08

Domingo

Amanhecendo o domingo.

Enquanto prostitutas rezam ao adormecer,
Freiras recolhem o dinheiro para a nova
Diversão que começa.


19/06/95

30.1.08

OS NÚMEROS DA VIOLÊNCIA

Do blog do Reinaldo

Sim, os embusteiros que tomaram de assalto a política no Brasil têm de ser permanentemente identificados: porque mentem, trapaceiam e empurram o país para o buraco. São capazes de tudo. Até de torturar os números para que eles confessem as suas teses esquerdopatas. O que foi desta vez, Reinaldo? Vocês devem ter visto que a Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) e os ministérios da Justiça e da Saúde divulgaram ontem os dados do Mapa da Violência nos Municípios referentes a 2006. Entre 2003 e 2006, o número de homicídios no país inteiro caiu de 50.980 para 46.660.

São Paulo
O fenômeno que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo já havia percebido e apontado aparece agora nesse levantamento também. Atenção: entre o estudo do ano passado e o tornado público ontem, a capital paulista, que ocupava o 182º no ranking de homicídios, despencou para 492º. É isso mesmo: a cidade ganhou 310 posições. A relação do número de mortes por 100 mil habitantes (proporção que caracteriza a taxa de homicídios) na capital paulista caiu de 48,2 em 2004 para 31,1 em 2006. Os homicídios recuaram 40,4%: de 4.275 para 2.546 dois anos depois. Note-se: a tal Ritla e os ministérios da Justiça e da Saúde trabalham com uma base de dados diferente dos da Secretaria de Segurança Pública, que não considera os homicídios culposos — praticados sem a intenção de matar. Só para vocês poderem comparar: nesse levantamento, Recife tem uma taxa de 90 mortos por 100 mil habitantes.

A taxa de homicídios na cidade e no estado de São Paulo vem caindo de forma continuada e sustentada desde 1999. “Qual será o segredo?”, perguntam-se os especialistas. Eu tenho uma explicação objetiva, material, aritmética:
- São Paulo tem 40% dos presos do país — não prende demais, não; os outros é que prendem de menos;
- Existem 227,63 presos por 100 mil habitantes no Brasil; em São Paulo essa relação salta para 341,98 por 100 mil habitantes;
- Em 2001, o estado de São Paulo tinha 67.649 presos; em 2006, eles eram 143.310 — mais do que o dobro.
- Entre 1996 e 2006 (ano do levantamento divulgado ontem), o número de presos aumentou 10 vezes;
- Até julho de 2006, haviam ingressado no sistema prisional do estado 4.832 pessoas — 800 por mês ou um preso por hora.
Só eu tenho esses números. Não! São públicos. Todo mundo tem.

Não é mesmo fantástico? Mais bandidos presos, mais pessoas vivas! Quem seria capaz de negar essa evidência? Pois acreditem: a esquerdopatia militante nega, sim! E fica encontrando falsos motivos e subterfúgios para explicar o espantoso sucesso da cidade e do estado.

O que eles dizem
A Folha foi ouvir especialistas. A USP tem um tal Núcleo de Estudos da Violência (NEV). Jamais o vi reconhecer a eficiência da Polícia paulista. Leiam o que disse ao jornal o pesquisador do NEV Marcelo Batista Nery: “Se você perguntar para o poder público, ele vai dizer que foram as suas intervenções, como o policiamento; outros vão dizer que foram as ações das ONGs, que melhoraram as inter-relações sociais entre as pessoas. Para mim, foi tudo isso junto". Uma pinóia, meu senhor! Acima, eu exibi dados. E não sou “pesquisador”. Quais são os seus sobre a efetividade do trabalho das “ONGs” para reduzir a violência? Quais trabalhos? Quais organizações? Onde estão os números?

Mesmo no levantamento um tanto perturbado (direi por quê) da tal Ritlta e dos ministérios, as mortes na capital paulista caíram 40,4% de 2004 para 2006 — de 4.275 para 2.546. Pergunto ao pesquisador: as outras capitais também não contam com ONGs que melhoram “as inter-relações sociais entre as pessoas”? Aliás, a expressão do moço deveria lhe render algumas chicotadas para aprender a falar “enquanto gente”, não “enquanto sociólogo”. Como os números não lhe parecem bons o bastante para o proselitismo, ele resolve criar subcategorias: “Os dados mostram uma queda geral em São Paulo. Mas é preciso considerar que a cidade é muito complexa. As situações de Moema [bairro de classes média e alta] e Brasilândia [periferia da cidade], por exemplo, são muito diferentes." Ah, são. Aí a própria Folha escreve: “Os indicadores do Observatório Cidadão Nossa São Paulo, lançados na semana passada, mostram essa disparidade. Enquanto na região da Subprefeitura da Vila Mariana houve 8,97 crimes violentos por 100 mil habitantes em 2006, em Parelheiros (ambos na zona sul) foram 47,88 casos.” Esse tal Observatório é um aparelho do PT dirigido por Oded Grajew, ex-assessor especial de Lula. Tão especial, que ninguém nunca soube o que ele fazia lá.

Agora leiam o que diz Paula Miraglia, diretora-executiva do Ilanud, órgão da ONU (aquela entidade de petralhas globais) sobre delitos e tratamento do delinqüente: "Não há uma causa única para essa queda expressiva. Há uma tendência clara de queda em São Paulo desde 1999. Até agora, nenhum trabalho deu uma resposta conclusiva para esse fato". Não deu porque a moça não quer. Porque as esquerdas adoram odiar a Polícia. Eu repito e, se ela quiser, desenho:
- o número de presos em São Paulo, entre 1996 e 2006, aumentou 10 vezes;
- em 1999, no estado de São Paulo, havia 52,58 homicídios dolosos por 100 mil habitantes; em 2006, eles eram 18,39 por 100 mil.
- Atenção: em 2007 (ano que está fora daquele relatório), os homicídios dolosos na capital paulista caíram outros 22% em relação ao ano anterior: de 1.984 para 1.538. Assim, em vez dos 18,39 por 100 mil, o número caiu para 15 por 100 mil;
- Dos 96 distritos da capital, já há 29 com menos de 10 mortes por 100 mil habitantes, um índice de país civilizado. O paupérrimo Sapopemba está entre eles;
- No estado, o número de assassinatos caiu18%. Num universo de 645 cidades, 427 estão com índices abaixo de 10 assassinatos por 100 mil habitantes. Em 2006, eram 396.
- Os números acima incluem apenas os homicídios dolosos, critério que me parece melhor do que o outro como indicador de violência.

Mais besteiras
O festival de besteiras ainda não havia chegado ao fim. Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da equipe que preparou o mapa, afirmou o seguinte ao Estadão: “A queda da mortalidade em São Paulo começou em 1999. Houve melhorias do aparato policial, mas, principalmente, uma reação da sociedade civil, com a criação dos Institutos Sou da Paz e São Paulo Contra a Violência”. E mesmo? Quais ações objetivas ele poderia apontar dessas ONGs? A moça Miraglia, aquela lá da ONU, falou também a esse jornal. Foi um pouco mais eloqüente do que com a Folha: “Desde o aumento da eficiência do Departamento de Homicídios, passando pela redução da circulação de armas, aumento das prisões, conversões religiosas, hip-hop etc. Todas ajudam a compreender um fenômeno extremamente complexo.” Como se vê, no seu sarapatel de motivos, a polícia é apenas um fator. Diga-me aí, dona Paula, nas outras capitais:
- não existe conversão religiosa?;
- não existe redução da circulação de armas?;
- não existe hip-hop (ou porcaria parecida)?

Vai ver, para a moça, mais do que a ação da polícia, quem fez diminuir mesmo a violência em São Paulo foi o Mano Brown...

Concluo
Sabem por que São Paulo caminha para ter índices de homicídio considerados aceitáveis pela Organização Mundial da Saúde? Porque o Estado têm mantido, já há bastante tempo, longe do poder os cleptocratas, os populistas e as esquerdas, capazes de afirmar as porcarias que se lêem acima. E, pior de tudo, esses três grupos agora prometem caminhar juntos.

Se eles chegarem ao Palácio dos Bandeirantes algum dia, os números virtuosos regredirão, certo como a luz do dia. Negando toda a experiência nacional e internacional a respeito, tentarão combater a violência com ONGs, com hip-hop, com assembleísmo de entidades supostamente defensoras de direitos humanos... Em vez de meter bandido nas cadeias, tentarão abrir as portas dos presídios.

A maior cidade do Brasil e a terceira ou quarta maior do mundo é um exemplo no combate à violência, embora muito precise ser feito. O estado que mais prende tem ainda um déficit de 40 mil vagas. Quando elas forem criadas e preenchidas, estaremos ainda mais seguros. Esses humanistas do pé quebrado querem fazer crer que há um fenômeno metafísico em São Paulo. Não há, não. Há uma escolha correta: bandido tem de ficar preso, e gente boa tem de andar com liberdade.

P.S - Só pra deixar a coisa mais regionalizada, é bom sabermos que o número de homicídios a cada 100 mil habitantes em Campinas, no ano de 2006, foi de 15,07. Número bem distante dos absurdos 52,69 de 1999.

15.1.08

Participação especial

Como este blog é democrático, aqui vai um texto da minha digníssima amada amiga cheia de charme um desejo enorme espacial, vulgo Cosmic Girl.

Manda Cosmic!!!

RETORNO

Do City pro Bar do Zé
Kátia, Birita e Loiraça
Bailando com toda graça
Virando e ainda em pé.

Dado o meu sono borracho
Pouco consigo lembrar
Ganhei na sinuca, eu acho
Ou deveria ganhar!

Um abraço de meia hora
Depois de estar longe um mês
Mil gargalhadas lá fora
Que falta você me fez!"

Sinto saudades do crépe
Do jamon, do “mind the gap”
Dos dias frios e sozinhos
Sem horários nem vizinhos.

Mas como não estar contente
Depois da noite excelente
Ao lado desses dois tranks*?
Valeu, merci, gracias, thanks!

*Nota - Tranks somos eu e Ricardo. Como se ela, Cosmic, não fosse tranks também. Mas vocês sabem como é: mulheres não aceitam muito bem estas caracterizações...

O poema, como vocês viram, é coisa de categoria.
Amanhã rola um comentário.

8.1.08

Que situação!!!

Da Folha do dia 04/01

Aconteceu com moscas. Seria o equivalente, em humanos, ao sujeito beber para ter coragem de cantar a moça no bar e terminar a noite dando em cima também do garçom.

Machos de moscas-da-fruta submetidos a uma constante inebriação com etanol ficaram mais excitados e desinibidos sexualmente, a ponto de não só voarem atrás de fêmeas, mas também de outros machos.

O efeito fica mais intenso com a idade. Machos mais velhos ficaram mais desinibidos em relação ao mesmo sexo.

Foi o primeiro experimento a tratar dos efeitos na atividade sexual da exposição crônica ao álcool entre um dos animais mais pesquisados pelos cientistas. O estudo, na revista científica "PLoS One", foi liderado pela pesquisadora Han Kyung-an, da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA.

"O álcool tem uma forte relação causal com excitação sexual e comportamento sexual desinibido em humanos", lembram Han e colegas. Mas a base fisiológica dessa noção ainda não é bem conhecida, o que indica a necessidade de estudos em modelos animais. A equipe decidiu estudar o efeito do etanol na mosca Drosophila.

O ritual de acasalamento das mosquinhas é bem conhecido. As fêmeas produzem feromônios, substâncias que atraem sexualmente os machos. Estes passam a segui-las e iniciam o ritual, que envolve tocar no abdome delas e vibrar as asas. Nada disso acontece normalmente entre machos.

"Trenzinho"

Os cientistas criaram uma câmara com teto transparente para filmagem e aberta embaixo para a administração do álcool, que batizaram de "flypub" ("bar de mosca").

Um macho pode até se enganar e iniciar o ritual com outro, "sóbrio" ou na sua primeira exposição ao álcool, mas logo vê que está errado ou é repelido na hora pelo parceiro.

Mas foi só aumentar a dose --com exposição diária ao etanol-- para surgir um comportamento mais desinibido dentro do "flypub". O comportamento lembrou o de moscas que foram geneticamente alteradas em laboratório e mudaram a orientação sexual, visível em "trenzinhos" alados compostos só de machos.