2.3.07

Comzstruimdo o coiesimemto

Quando fico muito tempo sem passar por aqui acumulo uma quantidade infindável de coisas as quais acho que tenho que dizer. A questão é o Alzheimer apaga quase tudo, e o que fica é só de o ontem, só o de anteontem, e talvez um pouquinho mais.

Mas vamos ao falar mal. Vamos rir um pouco.
Comecemos pelo construtivismo.

Há uns 10 anos atrás, um amigo meu disse que o construtivismo era algo ótimo, só que ninguém havia entendido a proposta direito, e que por isso ele não dava certo.
Adoro estas desculpas. Numa matéria que fiz em 2005 uns jiunguianos falavam a mesma coisa. É que Jung escreve difícil, complicado, embaraçado. Ou seja, trocando em míudos e pra gente esperta, Jung escrevia mal, além de escrever bobagens que hoje entram no campo da auto-ajuda, e só.

Bem, mas voltemos ao construtivismo. Quase na mesma época da fala do meu amigo uma bomba explodiu no colo dos pedagogos brasileiros. Descobriram que Piaget alterou grande parte dos dados de suas pesquisas empíricas para que elas se adaptassem às suas idéias. Ou seja, Piaget era um impostor.
E o que fizeram com esta informação? Ora, o sonho não podia acabar assim. Então, numa ação que é padrão, o que restou foi esconder o fato e fazer de conta que nada aconteceu. Assim o nosso progressismo intelectual avançou, e pudemos criar um bando de semi-analfabetos com os nossos avançados métodos de ensino.

Hoje todos os professores reclamam que seus alunos não sabem escrever, mas ninguém consegue (ou quer) pensar em uma relação de causa e efeito. Ninguém percebe que o défit começou a aparecer (é claro que o motivo não é apenas este) quando o construtivismo foi inserido nas escolas.

E o mais engraçado de tudo? O mais engraçado é que nós, que sempre ocupamos as últimas posições nas avaliações internacionais, somos um dos únicos lugares do mundo em que o tal do construtivismo ganhou espaço. Lugares onde a educação praticamente não funciona como Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, Itália, Noruega, Canadá, ou outros subdesenvolvidos do conhecimento, não querem nem saber de construtivismo.
Mas é claro que somos diferentes, que não temos que seguir padrões que dão certo.
Somos um povo criativo, que faz carnaval e boa música. Somos sábios e morais de nascença, não é isso? Tanto acreditamos na nossa sabedoria transcedental que botamos o maior dos sábios no Palácio.

Abaixo o B + A = BA. Abaixo a lógica, e viva a nossa esbórnia.

Um comentário:

Mônica disse...

Não posso acreditar no que li...que papo mais tradicional e fora de ordem é esse? Creio que precisamo conversar mais sobre educação, ou será também que você é daqueles que acredita que professor de educação física apenas deve jogar bola? As discussões sobre educação devem ficar no âmbito dos seres pensantes e talvez o prof. de educação física não se encaixe entre eles.
Proponho, meu amigo, uma longa discussão a respeito. Podemos ameniza-la com um chopinho talvez...
Aliás, concordo com nosso amigo Getulio, você anda meio nervoso hein!
beijos